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O que aprendemos na visita ao escritório da Meta em São Paulo

O que aprendemos na visita ao escritório da Meta em São Paulo

Na última semana, tivemos a oportunidade de visitar o escritório da Meta em São Paulo e acompanhar de perto as direções que a plataforma está tomando para o futuro da publicidade digital. A Meta está dobrando a aposta na inteligência artificial, automação e diversificação de criativos, e há mudanças importantes que devem ser levadas em consideração nas estratégias de mídia paga daqui para frente.

Abaixo, compartilho os principais insights da visita. Como índice, temos:

A IA e a automação no marketing de performance;

A segmentação segue valorizada, mas precisa ser combinada com a IA;

Criativos agora são o principal fator de segmentação;

Orçamento e aprendizado: menos restrição, mais resultados;

Parcerias e collabs: ampliando o alcance da marca;

WhatsApp: o canal que está crescendo mais rápido que o Instagram;

A IA e a automação no marketing de performance

Se antes falávamos sobre a IA como um complemento, agora ela se torna um dos principais pilares da performance digital. A Meta deixou claro que o foco está na automação total de campanhas, e isso inclui:

  • Automação de público (Público Advantage+, Público Semelhante Advantage, Público Personalizado Advantage);
  • Automação de posicionamento (Posicionamentos Advantage+);
  • Automação de orçamento (Orçamento Advantage+);
  • Automação de criativos (Criativo Advantage+ e Anúncios de Catálogo Advantage+);
  • Automação de destino (Destino Advantage+).

A principal mudança aqui é que o algoritmo agora define boa parte do jogo, e resistir a isso significa limitar o potencial das campanhas. O que não muda? A necessidade de definir estratégias sólidas e criativos que engajam. A IA pode otimizar, mas ela não sabe falar com o público, entender diferenciais da marca ou criar boas ofertas. Isso continua sendo papel do profissional de marketing.

Criativos agora são o principal fator de segmentação

Se antes gastávamos mais tempo refinando públicos, agora o foco precisa estar na diversificação criativa. O algoritmo precisa de variedade para testar diferentes combinações e encontrar os formatos mais eficientes.

A recomendação oficial da Meta é clara:

  • 15 criativos por conjunto de anúncios;
  • Formatos e abordagens diferentes para impactar públicos distintos;
  • Criativos que falam sobre atributos variados para expandir o alcance e atingir diferentes bolhas de usuários.

Exemplo Prático: E-commerce de moda;

Primeiramente, devemos selecionar os atributos que podemos abordar:

  • Diferenciais do nosso produto, como tecido e variedade de cores, tamanhos e estampas;
  • Benefícios de entrega, como frete grátis a partir de X R$, entrega expressa em até X dias e cupom de descontos;
  • Autoridade e prova social, como depoimentos e conteúdos institucionais;
  • Ambientação do produto;
  • Humanização do produto, como provador virtual em transmissões ao vivo ou gravações;
  • Influenciadores;

Finalmente, através da criatividade e da roteirização de conteúdos, devemos criar materiais para cada um dos atributos em diversos formatos diferentes. Ou seja, não podemos mais apostar em um único conceito criativo. 

Campanhas de alta performance precisarão de testes constantes e variação de formatos, desde vídeos curtos até carrosséis e formatos interativos.

A segmentação segue valorizada, mas precisa ser combinada com a IA

Um dos pontos de maior discussão foi a redefinição da segmentação de público. Se antes fazíamos segmentações detalhadas com base em interesses e comportamentos, agora a Meta recomenda combinar essa segmentação com a otimização da IA.

Ou seja, públicos semelhantes, interesses e comportamentos continuam importantes, mas precisam ser utilizados junto à automação para maximizar o alcance. Isso faz sentido quando entendemos que o algoritmo do Instagram, por exemplo, já está mostrando conteúdos baseados no que as pessoas que engajam com você também estão consumindo.

Orçamento e aprendizado: menos restrição, mais resultados

Outro ponto essencial abordado na visita foi o impacto do orçamento no aprendizado das campanhas. Dois problemas comuns que geram aprendizado limitado foram destacados:

  1. Orçamentos baixos, que impedem a IA de encontrar padrões;
  2. Falta de criativos suficientes para testes.

A solução? Testar orçamentos totais em campanhas e evitar limites excessivos, deixando a IA distribuir os investimentos de maneira mais estratégica. Além disso, campanhas com mais eventos dentro do mesmo público geram mais aprendizado e volume de conversões, ou seja, mais retorno sobre o investimento.

Parcerias e collabs: ampliando o alcance da marca

A Meta reforçou que colaborações entre marcas e creators são uma das estratégias mais eficientes hoje. Algumas práticas recomendadas incluem:

  • Utilizar a Central de Anúncios de Parceiros para cadastrar parceiros e acessar seus públicos de envolvimento;
  • Ativar Parceria Paga no Orgânico, ao invés de apenas fazer collabs;
  • Selecionar collabs em anúncios para potencializar o alcance.

WhatsApp: o canal que está crescendo mais rápido que o Instagram

Outro dado impressionante apresentado foi o crescimento do WhatsApp como plataforma de engajamento. Hoje, os Stories do WhatsApp já são mais postados que os do Instagram, o que abre uma enorme oportunidade para marcas que ainda não exploram esse canal.

Entre as recomendações da Meta para o WhatsApp estão:

  • Usar a API nativa para disparos através do Gerenciador de Anúncios;
    • vale ressaltar que essa ferramenta possui um custo por disparo efetuado;
  • Criar uma jornada de cliente personalizada via WhatsApp;
  • Ter cuidado com grupos VIPs, pois podem gerar banimentos caso não estejam dentro das diretrizes da Meta.

Conclusão: 

O grande aprendizado da visita ao escritório da Meta é que a criatividade está se tornando o principal fator de geração de resultado em mídia paga. O Advantage+ (ferramenta atrelada à inteligência artificial) está se consolidando como a principal ferramenta de potencialização de resultados. Sendo assim, nossas estratégias de marketing e conteúdos precisam acompanhar a evolução que a ferramenta solicita.

As principais ações que precisamos adotar daqui para frente são:

Menos restrição na segmentação e mais confiança na IA;

Foco total em diversificação criativa (testar, testar e testar);

Aproveitar o potencial do WhatsApp como canal de performance;

Explorar colaborações e parcerias para escalar o alcance.

Obrigado pela leitura! Em caso de Insights, sinta-se à vontade para deixar um comentário abaixo.

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